7.4.09
.cincoente.dois. .tudo passa.
.recuperação.
Tudo Passa
__A vida é passageira e eu me coloco numa posição de retaguarda, sempre esperando alguém ligar o motor pra, aí sim, poder dar a partida. Parto do princípio que há vários caminhos para se alcançar um objetivo, mas por que sempre escolho o caminho mais longo, árduo e famoso pelo seu grau de dificuldade?
__A gente sempre aprende com os erros. Mas por que sempre tenho de errar pra aprender? Não ouço ninguém, por mais que queira acreditar no contrário. Alertam-me quanto às dificuldades profissionais, sociais, amorosas, além de muitas outras coisas e, mesmo assim, "é ver pra crer".
__Sempre vai haver uma pedra no meio do meu caminho. Mesmo que não haja naturalmente, colocá-la-ei, até inconscientemente, mas farei questão de que ela esteja lá. Por que facilitar se tem meios fáceis de dificultar? Simples: não sei. Não há nexo nenhum em meus atos, em meus pensamentos... Por que, então, não paro de me questionar, sendo que isso durará até quando durar...?
__É complicado viver assim. Na verdade, não é complicado viver, mas ser assim é totalmente incompreensível. Sabe-se lá por que não dou um basta... Talvez porque seria fácil demais me aceitar, ou faria anos passarem em segundo... A verdade é que é difícil demais me aceitar. O fácil é questionar e continuar inerte.
__A vida é passageira, mas gostaria de ter uma passagem, pelo menos. Já tenho o passaporte, só falta porte, enquanto vejo tudo e todos passarem. Alguns, simplesmente, passarem. Como eu. Por enquanto...
.cuarente.nove. .cadê você, senhor?.
.recuperação.
Cadê Você, Senhor?
__À espera de explicações exteriores. Um entendimento presumido e resumido de, quem sabe, sinopses mal acabadas. Sou simples, mas complicando mente me integro íntegro e entrego próprios quereres.
__À espera de impasses que repassem meu estado de espírito e, não querendo me expressar diretamente, busco subjetividades como atividade passiva constante.
__À espera de ser ímpeto limpo de estética. Ceticismo que cismo em me submeter, às vezes sábio ou oportunista. Isto posto, me descubro frágil e propenso a falhas como qualquer outro em qualquer situação.
__À espera de incitação, suponho. Exponho só. Com certeza subjetivas de um vaivém inconstante. Opções imprecisas - empréstimos de sentimento -, ofuscadas num silêncio, ou até mesmo num ruído, maquiavélico.
__À espera do estático: paro para pararem sem porquê. Peco num podre pensar decadente de verdade e vontade. Mas destes muitos tensos prazeres, recrio-me, isto é, eclipse de vazios.
__Alcanço no desespero e, desesperadamente, espero. Invejo. Silencio. Dito dados, infundados por (des)interesse. Desintegro-me sem saber como, quando, onde e por quê. Só quero que o meu seja seu sem que seja claramente meu. Ou seu.
2.4.09
.cuarente.oito. .dia de mentira.
.primeiro.brasil.
.homen.agem.ao.diadia.
Dia de Mentira
Hoje é dia de ser brasileiro
Assumir você por inteiro
Mentir sobre o que puder
E rir da verdade que vier
Vou me esconder, vou me omitir
Vou gritar, zoar, fugir
Vou me confundir com um e dois
Vou me trair e te enganar depois
Vou fingir que morri, digo...
Tá, vou virar perito!
Vou me perder e sair, digo...
Tá, vou dizer que acredito!
Vou escancarar minha maquiagem
Vou facilitar com legenda e dublagem
Vou ridicularizar minha viagem
Vou mergulhar e me afundar na sacanagem
Me tira deste mundo louco
Mentira qu'iss'tudo é pouco
Hoje é dia Primeiro de Abril
Hoje é dia segundo o Brasil
Pra gente todo dia é dia da mentira
Consciente covardia, minha cabeça pira
Puta que pariu, a Terra é presa por um fio
Enterra a guerra e finge que não é vil
Cicatriz que finca na epiderme
País na euforia cria verme
Juiz conjugado com julgado
Aprendiz trinca e brinca parado
Dado gira e o jogo continua
E você da sua janela vê a Lua
Roda viva com ponte de safena
Agora novamente assiste a cena
Vou escancarar minha maquiagem
Vou facilitar com legenda e dublagem
Vou ridicularizar minha imagem
Vou mergulhar e me afundar na sacanagem
Me tira deste mundo louco
Mentira qu'iss'tudo é pouco
Hoje é dia Primeiro de Abril
Hoje é dia segundo o Brasil
21.2.09
.cuarente.cinco. .o báskara.
.mas.cara.
O Báskara
Lindas criaturas...
Ata dura a gravata
Grava a caricatura
Agrava a bravura
Diz cura à mamata
Mamma, mata tua horta!
Tua peste está à solta
Escondida atrás da moita
Esperando abrires porta
Para a parasita
Que de noite transita
- de dia bem na finta -
Parir larva infinita.
Manchete! Saiu foto:
Mascote de máscara
- decifra-o? -
Acertei na loto.
Mamma, mata tua horta!
Selecione sua sina
(já que tudo assina)
Assassina tua mata morta.
7.10.07
.trinte.cuatro. .ou viu? respondendo.
.neutro.tom.
Ou viu? Respondendo
Procurando
Remexendo
Vasculhando...
Procurando
Remexendo
Vasculhando...
Querendo entender o que deveria ser dito.
Tanto pra dizer pra se perder no não-dito.
Grito silencioso ou silenciado por um mito.
Tanto pra dizer calado ou o medo que fito.
Bonito?
Sinto
Ah, se sinto!
Não omito. Não tenho direitos.
Procurando o (silêncio).
Sirene sonora! Que som n'hora errada... Soou noutro tom embora finalizada.
Procurando
Remexendo
Vasculhando...
Me desvio do dizer vazio e do vazio desvio. Ouviu? Ou viu? Diz: viu e desovou.
Círculo vicioso de (pausa).
Procurando
Remexendo
Vasculhando...
Sereno. Que ser n'hora errada... Sou noutro tom embora finalizado.
Direito nenhum direto de (trevas).
Dir-se-ia que Dirce ia, mas, outrora errado, finaliza noutro tom de privada.
Procurando
Remexendo
Vasculhando...
Querendo Entendendo Devendo...
Tentando Dizendo Perdendo...
Gritando Silenciando Mitificando...
Calando (noutro tom) Medo.
.trinte.três. .fu-fu ga-ga.
.sede.
Fu-fu Ga-ga
Nasce o bebê que bebe a água da espera. A esperança lidera na ladeira da vida. Videira que vinha e tinha o bendito usufruto. Futuro do fruto que desfruta da usura.
Nossa vida em teu seio de tua ceia escassa. Escarra na cara do cara tarado. Parado amansa a mãe ânsia e não responde. Respaldo à noite foi-te como foice.
Na certa não é páreo, pare-o ou alcance-o. Ao câncer, o demônio de amônio barato. Bárbaro ato do líder idem de mídia maior. Major marginaliza no mijo o medíocre de hoje.
Nisso o bobo baba pelo bê-á-bá. Busca música fúlgida lúdica e ilógica. Inóspita hóstia que cospe como paródia. Para o dia que preparou, parou e pariu o bebê d'ouro.
30.9.07
.trinte.dois. .primeiramente.
.mi.fá.sol.lá.
Primeiramente
Antes de tudo, o homem, de tudo, foi feito.
Feito como foto, como fato...
Como fita, olfato, mesmo.
O homem que descobre o que quer está atrasado. Como eu.
O homem que descobre a infância está atrasado. Como eu.
O homem que descobre sua própria fonte... Também. Como eu.
Hospital de Ofício.
Quem não quer conhecer ou, se preferir, descobrir os próprios e próximos passos?
Passo próximo...
Próximo passo:
11.8.07
.vinte.seis. .submarino.
.eu.momento.
.s.eu.[me.]minto.?.
.agora.im.p.ele.se.prende.
Submarino
Submarciano
_vendo a vida lá fora.
Aqui dentro
_nada interessa. tudo estressa, agora.
_Distante.
Desejo massagem
_constante.
_a inconscientes submarinos.
Perda, procura
_pela substância dos meninos.
_ou apodrecimento involuntário.
Contrário
_ao conhecimento temporário.
que mede a vida alheia.
O Submarino do mestre
que pede por areia.
impede o insano. _______________impele o dano.
Fascismo do educando
aprende copiando. _________________se prende tentando.
24.6.07
.vinte.quatro. .e/ou.
.melô.dia.dúvida.
E/Ou
Defina. São: Quem?
Definha a ação. Hein?
_____Bem, sim, pensei.
_____Bem, sou, o.k?
_____Sim, bem pensei.
_____Estou bem, o.k?
Mente. Mente. Rápida mente.
Abrange gente. Abrangente.
Sente. Sente. Sente ou deite.
Água ou leite? Só deleite.
Sim? Não? Talvez.
Sim! Não! Talvez?
Tal vez eu quis.
Talvez eu queira.
Tal vez eu fiz.
Farei, talvez.
Agora, pra sempre moro no
Agora... Ou pra sempre...
Agora, pra sempre moro no
Agora... Ou pra sempre...
Agora, digo moro no
Agora diz: moro no
Agora, diga: moro no
Agora, desmorono
Defina. És: Quê?
Definha os pés. Por quê?
Andes. Andes. Andes ou corras.
Vivas ou morras? Masmorras.
Sente. Sente. Discente distante.
Depois ou antes? Só instante.
Sem? Com? Talvez.
Sim! Com! Talvez?
16.6.07
.vinte.três. julga mente.
.auto.explicativo.
Julga Mente
Um protagonista acessível
Sensível, incrivelmente crível
Recua, se rirem
É tua lua: respirem
Sem bife passado
Mal ou bem
Sem presunto de "
presente " de
futuro Dio odiado -
que não se arrepende
Escolhe, recolhe
Colher que esfaqueia
Permeia
Conforme
Coliforme
Uniforme
Rodeia
Teia na telha da orelha
________________feia?
29.5.07
.vinte.dois. .d de formiga.
.Dia D.
.D.pois.d.Reflexão.
D de Formiga
Ouço soluços e sussurros
____de Juans e Casmurros
____discutindo dificuldades,
____________________divergentes verdades.
Político,
____ouvi dizer,
que Formiga quer morrer.
___________________Assessor, não seja burro.
___________________Se pirar, te esmurro.
Tímido____________(ou temido?)
Te intimo_____(ou intimido?)
___________________________ao som do proibido
tens ou tenho vivido?
Gato cai de PÉ.
____Gado quebra o PÉ.
Moleque sai a PÉ.
____Enfim, não dá PÉ.
____Ouvi dizer que Formiga
_pula_________________se quiser,
_____mas não dou barriga
______haja o que houver.
Será que Formiga morre?
Ocorre.
__________________"Por que não fui Formiga?"
_TENTAÇÃO..._______mas nunca tentei.
____Formiga, o príncipe mendigo,
como sempre digo
____mesmo depois do ocorrido
______________________talvez até depois disso
Hoje, pensando hoje,
_____________lembrando ontem.____Quero amanhã
______________________________já faz mais de mês.
t a l v e z __nos vemos alguma outra vez.
____Formiga, errei.
22.5.07
.vinte. A1v3/\/4r1a, /\/\ã0 d0 D3u5.
.0.1.2.3.4.5.6.7.8.9.
A1v3/\/4r14, /\/\ã0 d0 D3u5
Me esquentando do frio
________________debaixo da coberta
Me refrescando do calor
________________de janela aberta
Me protegendo da seca
________________da chuva
______________________de tudo
___________________________atrás de várias telas-celas
Me protegendo do frio
________________dentro da alvenaria
Me protegendo do calor
________________dentro da alvenaria
Me protegendo da chuva
________________da seca
_____________________de você
__________________________dentro da alvenaria
Me protegendo de tudo
________________de todos
Me escondendo de tudo
________________de todos
______________________dentro de várias telas
_____________________________________celas
________________________________________janelas
______________________do mundo
Me protegendo de tudo
________________de todos
Me escondendo de tudo
________________de todos
______________________dentro de várias telas
_____________________________________celas
________________________________________janelas
______________________do Google
Me escondendo das
______________e nas
__________________telas
_____________________celas
________________________janelas
_____________________________do mundo
____________________________________do Google
Meu espelho de ouro quebrou
Não sei mais quem sou
________________quem sois
_______________________quem somos
________________________________se fomos, seremos...
Seleção artificial
(d3S)\/1®tU@rT30F1C1@L
______spam
______scan
__________vírus símios
__________semens
__________________atrás de várias telas-celas
Me protegendo da
_____________e na
Me escondendo da
_____________e na
________________seca
___________________chuva
________________________de tudo
_____________________________de todos
Alvenaria virtual
(d3S)\/1®tU@rT30F1C1@L
______start
______mísseis
___________verossímeis
___________missas
___________________atrás de várias velas-celas
Me protegendo do
_____________e no
Me escondendo do
_____________e no
________________dono
___________________de tudo
________________________de todos
Meu espelho de outro quebrou
Não sei mais quem sou
________________quem sois
_______________________quem somos
________________________________se fomos, seremos...
23.4.07
.dez.nove. .cruze.
.corda bomba.
.de.mentirinha.ou não.
Cruze
São 5.
Eu preciso parar. Pensar.
Pensar em parar de parar de pensar.
Crise classe média é foda.
Remediar-me sem prescrição.
Doses diárias.
Agenda antiga de vontade.
25, 26, 27, 07, 2004.
Crise recente de decência.
Apavorado.
1, 2, 3, 4, 5 e segundos...
Hollywood.
Trago o estrago.
Gago.
Crise classe média é foda.
Você...Eu
Sem eira nem beira.
Nas coxas.
A ver navios.
Sem romantismo, concretismo, didatismo, cinismo ou até mesmo revolta.
Cruz credo! ao ².
A alguma coisa - craseado.
Parafraseado.
Parafuso.
Para fusão.
Apara dor.
Ah, pára, dor.
Quero um livro livre.
Lavrar minha terra.
Enterrar minha larva.
com calma
10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1.
Acalmar meu ego.
Crise classe média é foda.
Rédia é foda. E foda-se!
- Com minhas pernas caminho.
1, 2, 3, 4, 5 e seguindo.
Fita zebrada amarelo-preta na bagunça da cabeça (é?).
Só sentar. Longe.
Observar. Estrelas.
Imaginar por que brilham.
Sem superstição, intuição ou até mesmo filosofia.
Só observar.
Você...Eu
Crise classe foda é média.
Não sai.
Nem vai.
- Boa noite.
19.2.07
.treze. .a ressurreição.
.vid.a.mor.te.
A Ressurreição
O espaço, detalhadamente desenhado e extremamente denso, ermo, sombrio, é agonizante e, ao mesmo tempo, tranqüilizante.
Mesmo.
Paradoxalmente é uma variável entre lugar amigável e desconfortável.
Martírio.
Como comparar um espaço só seu aos tantos recintos jogados já visitados nos quais você se perdeu?
Mistério.
Verdadeiros labirintos fechados que te fizeram observar, caminhar, refletir, chorar, lutar, resistir.
Medo.
Você pensa em desistir e se vê inundando em um mar de podridão.
Manchado.
Ratos coloridos e mascarados multiplicam-se, e te asfixiam.
Mais.
Você não distingue nada nem ninguém em meio a esta imunda escuridão, mas lembra que uns te maltratavam, outros temiam e fugiam, alguns se repugnavam e tinham os que, inertes, simplesmente, assistiam.
Maldade.
Solitário um otário gritava por socorro, enquanto tantas costas lhe eram dadas.
Memória.
Inútil imaginar que suas tantas vitórias realizadas fossem consagradas.
Mérito.
A reprodução seria numa desprezada linha num pedaço de papel encapado ou amassado.
Merda.
Misturado entre tantos excrementos pseudocômicos ou pseudodramáticos de um mundo modernizado e desvalorizado.
Mantém.
Valores demais traduzidos são menos valores para os poderosos.
Manobra.
Quebra-cabeça monstruoso mostrando, indiretamente, claro, atos perigosos.
Mandar.
Seu, meu; meu, nosso.
Mongol.
Esmagado por sussurros e vozes palpitando e palpitando e palpitando, não posso.
Mostra.
Ansiedade, desespero, agonia, aflição.
Mudança.
Mentindo o tempo inteiro, anomalia é atração.
Mais.
Não, não, não.
Marasmo.
Foi sugado completamente o ser inocente e, agora, inválido.
Momento.
Silenciado o espaço, passo e rebato, pálido.
Mimado.
Musicada a tragédia do infantil crente inconseqüente que desmente a origem de tanta ganância.
Mentiras.
Causa: ignorância; Conseqüência: ânsia.
Mergulha.Arrastando-me por entre detritos, sufocando minhas tentativas de liberdade, me acostumei como muitos que se arrastam ou arrastaram-se por aqui.
Montagem.
Força para remodelar a mente moderna para que mostre muito mais que meras desumanidades que eu vi.
Maluco.
Lúcido ou não, brotei do lixo, e, sinto, me leve; a madrugada me leva.
Maravilha.
Comprimento a Lua, estrelas e borboletas; agradeço o espaço que a vida me reserva.
Maestro.
Minha mente, meu espaço, meu sangue, meu labirinto; não me perco mais.
Mago.
Controlo e descontrolo o que sinto.
Menino.
Paz
E estou aqui para dizer o que não havia dito: a ressurreição mental é a única na qual eu, realmente acredito.
Meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu.
Não.
São memórias vivas, sentimentos conscientizados agora expostos nesta minha ressurreição.
Meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu.
Não.
São memórias vivas, sentimentos conscientizados agora expostos nesta minha ressurreição.
Meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu, meu.
2.2.07
.nove.
.só.
Atlante pacifismo.
Frestas das pedras. Há luz mesmo à noite.
Nos becos. Nas bocas.
Mas mãos estremecem ao ouvir ruídos com maior cautela.
Esfria barriga.
Suor. Têmporas e nuca.
Sento-me, mesma cadeira, para pensar olhar.
E não olhar.
Ampulheta,
hipnotizaste Retrato; Estatueta; Souvenir; Etc.
Um branco grito incomoda. E gritando, incomodo.
Mas evito.
O dito 'Eu' me dita ditatorialmente um dito popular.
Moral da história: histórias de moral.
Se ética for, cética fora ou será.
Futuro do mais que perfeito: indica indefinição infinitiva.
Bitola idade.
Restos das merdas. Há luz mesmo se medrar.
Nos braços. Nos traços.
Mas mãos fazem estremecer com maior cautela.
Esfria barriga.
Suor. Têmporas e nuca.
Sento-me, mesma cadeira, para pensar olhar.
E não pensar.
Ampulheta,
hipnotizas-me.
Um santo choro incomoda. E chorando, incomodo.
Mas evito.
Canto. Refiro-me a preferir canto para chorar.
Agora que venham o grito e o choro. Juntos.
O pensar e o olhar. Juntos.
Para que incomodemo-nos. Juntos.
E só.
30.1.07
.seis. .a vida veda-o. há verdades.
.re.leia.
A vida veda-o. Há verdades.
O desconhecido desperta-o. Há desespero. Um período de transição entre o consciente e o inconsciente; no qual, por um instante, a ficção é realidade.
Bem que, por uns instantes, a realidade poderia ser ficção.
Saudade bate. O coração não mais, mas faltava algo: lembrança. Como?
Espelho quebra. O coração não mais, mas falava algo: convivência. Com!
Bem que uns bons instantes poderiam não ser tão distantes.
O medo mede-o. Há mudança? Um projeto da transição entre o consciente e o inconsciente; no qual a ficção é realidade.
Bem que uns maus instantes poderiam não ser.
Coração bate. A saudade não mais, mas buscava tudo. Como?
Coração quebra.
Bem que instantes poderiam ser mais instintivos.
A preocupação provoca-o. Há por quê. Um protesto na transição entre o consciente e o inconsciente.
Bem que, por bons instantes, a realidade poderia ser instinto.
Energia surge. O coração mais esperto, mas faltava algo: o quê?
Todo queima. O coração mais lerdo, mas falava algo.
Bem que, por uns bons instantes, poderíamos não ser tão distantes.
A carência acaricia-o. Ah, cocô! Um pedido por uns instantes na transição entre o consciente e o inconsciente.
Bem que, nuns maus instantes, poderíamos só ser.
Prêmio inexiste. A relação mais tudo, mas buscava tudo mais.
Premiação existe.
Bem que instantes poderiam ser extintos.
A transição transparece-o. Há trapaça.
O projeto protege-o. Há progresso?
A saudade saúda-o. Há saúde.
A relação relaxa-o. Ah, releva!
Aleluia(,) leviano.
28.1.07
.um. .+1-.
.não é introdução ou entreato.
.eu e/ou outro.
+1-
Nem mais, nem menos.
Mais ou menos mais e menos.
Espião que não se expõe.
Observa o presente. Ausenta-se.
Viagem ao infinito
da mente, da vista:
demonstro o que absorvo
da janela do quarto
da janela do Google
Vigio o infinito.
